quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Novidades da Estante - Agosto | 2016

Olá galera, tudo bom?

Hoje é dia de mostrar tudo que chegou aqui em casa durante esse mês pra rechear a estante. Tem muito livro bom nessa lista e alguns deles já até foram resenhadas aqui, ou no blog A culpa é dos leitores onde eu sou colunista, e eu vou deixar link pra vocês conferirem *-*

Vamos lá?
TRILOGIA DRAGÕES DE ÉTER

Essa trilogia eu recebi de uma troca que fiz através do grupo Sebo Feminino lá no Facebook. Quem me mandou foi a Joana, a quem eu super recomendo. Comecei a leitura do primeiro livro essa semana e já estou gostando bastante da escrita do Raphael. A trilogia é do gênero Ficção fantástica e vai mostrar ao leitor um mundo de fantasia repleto de seres míticos como Fadas, Gigantes, Bruxas e Piratas.

A GAROTA QUE VOCÊ DEIXOU PARA TRÁS

Mês passado foi meu aniversário e como presente atrasado eu recebi de uma amiga esse livro maravilhoso da Jojo Moyes, que vai contar uma história que se passa durante a 1ª Guerra. É um livro maravilhoso em todos os aspectos e eu já contei pra vocês tudo que eu achei dele nesse post aqui.

BUTTERFLY + O VAMPIRO ARMAND

Esses dois foram de uma outra troca que eu fiz pelo Facebook no mesmo grupo que eu citei anteriormente. Dessa vez quem me mandou foi a Valéria e eu não poderia ter amado mais uma troca, já estou louca pra conhecer essas histórias!

JANE AUSTEN

E gente, que edição MARAVILHOSA essa da Martin Claret! Esse volume contém três livros da Jane Austen: Persuasão, Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito. Ele é de capa dura e ainda vem com um fitilho para marcar as páginas. Eu ganhei ele em um sorteio no blog Resenha Atual.

TRAÇOS + AZEITONA
E por último, porém não menos importante Traços e Azeitona. Dois livros de Booktubers brasileiros que eu recebi pra resenhar no blog A culpa é dos leitores. Gostei demais das duas leituras e contei tudinho sobre o que achei deles aqui e aqui

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Resenha #09 - A garota que você deixou pra trás

Título: A garota que você deixou para trás
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Número de páginas: 384
Ano: 2014
Avaliação: 
Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo a família, a reputação e a vida na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.
A garota que você deixou pra trás é um romance escrito pela autora londrina Jojo Moyes e publicado aqui no Brasil pela Editora Intrínseca no ano de 2014. O livro conta duas histórias diferentes que ocorrem em tempos distintos, mas que ao decorrer da trama se entrelaçam de maneira a se completar.

Na primeira parte o leitor é transportado à França de 1916, um período obscuro na história do país durante a ocupação Alemã. Nossa protagonista é Sophie, uma mulher já adulta que toma conta do hotel da família juntamente com sua irmã Hélene, seu irmão mais novo e seus dois sobrinhos. Sophie já está afastada do marido há dois anos por conta da guerra e da necessidade dele de se alistar, e juntamente com seus conterrâneos (mulheres, velhos e crianças) ela vivencia os terrores da 1ª Guerra e é testemunha de saques e atrocidades cometidas pelos alemães em sua pequena cidade.

As coisas começam a melhorar (e piorar ao mesmo tempo) com a ordem de Herr Comandant onde Sophie se vê obrigada a alimentar seus inimigos no seu próprio hotel. O lado bom dessa ordem é que ao se ver obrigada a cozinhar pra eles ela ganha o benefício de poder se alimentar e também a sua família com as sobras dos soldados. Mas a parte ruim chega em forma de boatos e ofensas veladas daqueles que há muito pouco tempo eram seus amigos e companheiros de guerra, seus vizinhos.

Já na segunda parte nós retornamos ao presente no ano de 2006 e nossa protagonista é Liv. Viúva já há alguns anos ela se vê cada vez mais pra baixo ao não conseguir lidar da maneira correta com a morte do marido. E mais uma vez o leitor se vê lendo uma história de amor interrompido, pois Liv era completamente apaixonada por seu marido e apesar de dizer a todos que está tentando seguir em frente, a verdade é que ela ainda sofre muito essa perda e não sabe bem como lidar com a sua vida dali em diante.

Mas com a chegada de Paul sua vida da uma guinada e ela finamente decide se abrir para o amor, mal sabendo ela o que o perverso destino lhe reservava...

A junção dessas duas histórias se dá por conta de um quadro em comum intitulado de "A garota que você deixou para trás" pintado por Édoard Léfevre, e ao longo da trama o leitor passa a compreender o peso e a importância que esse quadro tem na vida de cada uma das protagonistas, e tem um vislumbre genial do que é uma bela junção de histórias de vida.

Eu fiz com esse livro algo que eu não costumo fazer com nenhum outro! Iniciei com altas expectativas. Após ler Como eu era antes de você dessa mesma autora eu me vi desejando todos os seus livros, e é claro que a expectativa em relação a eles se tornou bem alta. E é com muita alegria que eu posso dizer a vocês que este supriu todas essas expectativas!

A Jojo Moyes sabe muito bem como prender o leitor a sua trama. Suas protagonistas são no mínimo admiráveis, mulheres a se espelhar! E a forma como ela consegue te emocionar e te deixar todo sentimental e pensativo é magnífica. Só me resta aplaudir, pois apesar de eu não ter derramado lágrimas durante essa leitura como ocorreu com o livro anterior, foi uma leitura maravilhosa, digna de 5 estrelas!

A história criada pela Jojo é muito intrigante e instiga o leitor a todo momento. O modo como ela se utiliza do final de um capítulo para te deixar ansiando pelo próximo é digna de aplausos. Eu me vi devorando cada página como se a minha vida dependesse daquilo e as partes que mais me prenderam foram aquelas que contavam a história de Sophie. 

O desenrolar da trama é muito interessante e o rumo que a vida das protagonistas vai tomando te faz querer saber cada vez mais sobre elas e quais serão suas próximas decisões. É impossível não torcer por um final feliz e apesar dos pesares ele acaba chegando pra fechar com chave de ouro!

Abro uma ressalva para a edição, que está maravilhosa. A capa é muito linda e cada detalhe combina perfeitamente com a trama. As divisões de capítulo são simples mas o espaçamento é bom e a fonte excelente para a leitura, além de ter as páginas amareladas. Também não encontrei nenhum erro de escrita durante a leitura.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Crítica - Fear The Walking Dead 1ª Temporada

Título: Fear The Walkind Dead
Criadores: Dave Erickson e Robert Kirkman
Gênero: Drama | Terror
Ano de lançamento: 2015
País de origem: EUA
Elenco: Kim Dickens, Cliff Curtis, Frank Dillane, Alycia Debnam-Carey
Avaliação:
Como era o mundo antes do início da epidemia de The Walking Dead? Ambientada em Los Angeles, Fear The Walking Dead narra o início da contaminação, através dos olhos de uma família tentando sobreviver. Madison (Kim Dickens) precisa cuidar dos filhos, o viciado Nick (Frank Dillane) e a adolescente Alicia (Alycia Debnam-Carey), enquanto seu marido, Travis (Cliff Curtis) vai atrás do filho, Chris (Lorenzo James Henrie), e da ex-esposa Liza (Elizabeth Rodriguez).
Como vocês já puderam ler na sinopse acima, Fear The Walking Dead se passa num período anterior ao de The Walking Dead, série da qual é originada. E é através dos olhos de um outro grupo de pessoas que nós acompanhamos o início do fim.

Fear The Walking Dead tem início em uma Los Angeles vivendo sua rotina normalmente. A epidemia ainda não começou e apenas alguns casos esporádicos de transformação estão acontecendo o que faz com que os moradores duvidem de sua própria lucidez.

O estado não se pronúncia, a polícia desvia o foco e qualquer agente do governo se questionado diria que está tudo bem, que vai ficar tudo bem. E é por um acaso do destino que Nick tem a oportunidade de ver a transformação de perto e tem tempo de alertar sua mãe e padrasto, dando uma certa margem a eles para que possam escapar com vida. 

Mas a chegada do exército traz novamente uma sensação de tranquilidade a todos, como se tudo estivesse desde o início sob controle, e até mesmo eles que já tinham uma ideia do perigo que se alastrava se deixaram confiar que tudo ficaria bem se apenas confiassem no poder de fogo deles. Mas uma olhada mais a fundo e uma escapada do cerco pode mudar tudo. Quando Madison finamente vê o que acontece fora das barricadas e o perigo iminente ela percebe que precisa tirar sua família dali.

Fear The Walking Dead é uma série de drama e terror, mas a parte dramática é muito mais explorada então se você está esperando muitas mortes, vísceras expostas e sangue jorrando, corre, que ainda dá tempo de encontrar outra série pra ver... 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Especial Mala Geek - 5 Motivos pra assinar


Oi galera!!! Tudo bom com vocês? Espero que sim!

Hoje eu vou falar um pouquinho sobre uma malinha que ganhou meu coração e vai ganhar o de vocês também *-* O projeto foi idealizado pela Simone do blog Dragões Encaixotados e tá bem lindão!

Se você é um leitor assíduo de blogs literários e gosta de ver uma diversidade de posts bacanas bem escritos e feitos por blogueiros super dedicados que realmente amam o que fazem, então é hora de você assinar a Mala Geek! E pra te ajudar a se decidir eu vou listar 5 motivos pra você se tornar assinante...

1º ELA É TOTALMENTE GRATUITA!
Sim!!! Você não precisa pagar nada pra receber o conteúdo :) É tudo "de grátis" e você recebe semanalmente um e-mail recheado de posts legais sobre o mundo Geek. É só se cadastrar aqui ó: Mala Geek.

2º CONTEÚDO DIVERSIFICADO...
Nessa malinha você vai encontrar posts sobre cultura e entretenimento. Tem resenhas de livros, reviews de séries e filmes, dicas de festivais e eventos, novidades do mundo literário e muito mais! E o mais legal vem a seguir...

3º ELA É COMPOSTA POR UMA SELEÇÃO LINDA DE BLOGUEIROS.... 
Essa é uma das minhas partes favoritas! O conteúdo que você recebe não vem apenas de 1 blog, a responsável pela malinha seleciona os melhores posts da semana em diversos sites e personaliza o e-mail com imagens e uma breve descrição do que você vai encontrar naquele post. Bacana né ;)

4º OTIMIZAÇÃO DE TEMPO E OPORTUNIDADE DE CONHECER NOVOS BLOGS...
Imagine que você está querendo conhecer novos blogs, como você faz? Eu geralmente jogo uma palavra chave no tio Google e vou abrindo os links que aparecem, ou então dou uma passadinha nos grupos de blogueiras dos quais eu faço parte no Facebook. Mas isso leva tempo e me desgasta bastante antes de encontrar blogs legais que eu vou querer acompanhar *-*. Isso não acontece com você também? Na Mala Geek você vai ter a oportunidade de conhecer vários blogs legais e já vai saber o que esperar de cada um deles antes mesmo de clicar no link!

5º SE VOCÊ É BLOGUEIRO TAMBÉM VAI AMAR!
O Mala Geek tem duas modalidades: Para leitores e para blogueiros. Você pode se cadastrar nas duas modalidades (como eu) ou em apenas uma delas. Na primeira você apenas recebe o conteúdo semanalmente, o que já é bem legal, e na segunda você recebe o conteúdo e ainda tem a chance de aparecer na Mala com um dos seus posts *-*

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E aí, o que achou da ideia? Já conhecia a Mala Geek? Conta aí pra mim a sua experiência com ela e se você ainda não é assinante corre pra assinar!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Resenha #08 - As doze tribos de Hattie

Título: As doze tribos de Hattie
Autora: Ayana Mathis
Editora: Intrínseca
Gênero: Drama | Romance
Número de páginas: 224
Ano: 2014
Avaliação:
Em 1923, aos quinze anos, Hattie Shepherd deixa a Geórgia para se estabelecer na Filadélfia, na esperança de uma vida melhor. Mas se casa com um homem que só lhe traz desgosto e observa indefesa quando seu casal de gêmeos sucumbe a uma doença que poderia ter sido evitada com alguns níqueis. Hattie dá à luz outras nove crianças, que cria com coragem e fervor, mas sem a ternura pela qual todos anseiam. Em lugar disso, assume o compromisso de preparar os filhos para as calamitosas dificuldades que certamente enfrentarão e de ensiná-los a encarar um mundo que não os amará nem será gentil. Contadas em doze diferentes narrativas, essas vidas formam a história da coragem monumental de uma mãe e da trajetória de uma família.
Belo e inquietante, o primeiro romance de Ayana Mathis é assombroso do início ao fim — épico, angustiante, imprevisível, vibrante e cheio de vida. Uma história envolvente e cativante, um retrato marcante de uma luta tenaz diante de adversidades insuperáveis e uma celebração da resiliência do espírito humano. As doze tribos de Hattie é um romance de estreia de rara maturidade.
As doze tribos de Hattie, escrito por Ayana Matthis e publicado aqui no Brasil pela editora Intrínseca, é um drama que fala sobre a batalha de uma mãe pela sobrevivência de sua família em um período onde o preconceito racial ainda era predominante e dividia a população entre pessoas brancas e negras, determinando qual seu papel na sociedade e quais seriam suas limitações até mesmo de território.

O livro tem início em 1925 e término em 1980. São cinquenta e cinco anos acompanhados na trajetória da família de Hattie que nos mostram uma mãe prática e objetiva, que conhece muito da vida e se preocupa apenas em manter seus filhos vivos mesmo que em situações precárias. Porém esse mesmo fator a torna uma pessoa fria para com os próprios filhos e pessoas a sua volta.

O principal foco do livro é mostrar ao leitor o quanto uma infância frágil e exposta pode influenciar no decorrer da vida de uma criança e em suas ações futuras. O quanto a falta de afeto materno pode destruir os sonhos de uma criança, mas principalmente mostra até que ponto uma mãe pode chegar pelos seus filhos.

Hattie a nossa protagonista, é uma mulher que já sofreu muito na vida e justamente por isso se tornou uma mulher guerreira e batalhadora, que vai a luta e enfrenta tudo por seus filhos sem pestanejar. É uma mulher de fibra e seu único defeito é um orgulho bobo que não a deixa ceder e se deixar ser ajudada em momentos cruciais. Mas que por outro lado é um divisor de águas em sua personalidade forte.

O livro é dividido em dez capítulos, cada um deles é narrado por um dos filhos de Hattie. As histórias porém não se intercalam por conta dos rumos diferentes que a vida de cada um dos personagens toma, mas um ou outro acaba sendo citado durante a trajetória do narrador em questão e traz ao leitor uma sensação de mais proximidade entre eles mesmo com a distância.

Gostaria de ressaltar a vocês que pretendem adquirir esse livro que o mesmo não se trata de uma história de vida simples, alegre, pacata e feliz... mas sim de uma história profunda e cheia de sentimento sobre pessoas que superaram o preconceito, lutaram pelos seus ideais e conseguiram  de certa forma alcançar seus objetivos.

Devo dizer que apesar da densidade toda que envolve esse livro foi uma leitura bem agradável! A autora soube dosar muito bem as cenas mais dramáticas com momentos mais felizes e motivadores tornando a leitura bem fluída. Todos os personagens foram muito bem desenvolvidos e no final eu fiquei querendo me tornar amiga de todos eles apesar de seus desvios de caráter no caso de alguns, e de suas maluquices no caso de outros...

 Infelizmente dessa vez eu tenho uma reclamação quanto a diagramação e edição, algo bem raro diga-se de passagem! E eu só vou faze-la por que foi algo que realmente me incomodou muito durante a leitura. Diversas palavras estão trocadas entre si em várias frases, e em alguns casos a falta delas é evidente. E apesar de não ter atrapalhado o entendimento do conteúdo no geral, é algo que deve ser revisto pela editora em próximas edições!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Crítica - Stranger Things 1ª Temporada

Título: Stranger Things
Criadores: Matt Duffer e Ross Duffer
Gênero: Fantasia | Suspense
Ano de lançamento: 2016
Elenco: Winona Ryder, David Harbour, Millie Brown, Finn Wolfhard, Caleb McLaughlin, Gaten Matarazzo, Noah Schnapp, Natalia Dyer e Charlie Heaton
País de origem: EUA
Avaliação: 
Sinopse: Ambientada em Hawkings, conta a história de um garoto que desaparece misteriosamente. Enquanto a polícia, a família e os amigos procuram respostas, eles acabam mergulhando em um extraordinário mistério, envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito, muito estranha.



Oiee galera! Tudo bom com vocês? Espero que sim, mas se a resposta for negativa aproveita esse post pra começar o dia com o pé direito! 

Stranger Things é uma série maravilhosa que vem ganhando aos poucos o coração de todos que a assistem. Seu sucesso é tão grande que eu duvido que você não tenha visto sequer um post em suas redes sociais a respeito dela. Com seus personagens icônicos e uma trama intrigante ela já ultrapassou a popularidade da minha série favorita de todos os tempos, Game of Thrones. E isso com apenas uma temporada! (GoT tem 6 *o*)

Stranger Things é uma mistura de drama, mistério, suspense e fantasia, perfeitamente dosados para prender a atenção do público, que por sua vez é bem variado por agradar pessoas de todas as faixas etárias. Ambientada nos anos 80, a série é carregada de referências a cultura pop contemporânea, ao cinema, a sagas literárias famosas e conta também com muitas nerdices de dar orgulho!


Tudo começa com o desaparecimento super bizarro de Will. Quando Joyce dá falta do filho tem início uma busca pelo garoto onde toda a cidade é mobilizada, mas os três melhores amigos de Will decidem fazer sua própria busca. Em uma das caminhadas dos três garotos eles encontram Eleven, uma garota estranha de cabeça raspada que não fala quase nada e é de origem super suspeita. 

O lado ruim é que eles precisam esconder a garota a todo custo, mas o lado bom é que após a chegada de Eleven as buscas se tornam mais precisas e os mistérios começam a ser desvendados durante oito episódios que passam como um piscar de olhos e te fazem querer assistir todos os outros no mesmo dia!


A fotografia da série está simplesmente MARAVILHOSA e a caracterização dos personagens faz com que você se sinta nos anos 80. A trama no geral é muito bem construída e não deixa pontas soltas, fora é claro, aquela que dará início a próxima temporada. 

As atuações estão impecáveis e não dá pra dizer quem está atuando melhor, mas o núcleo infantil merece um Óscar, esses garotos estão incríveis, e esse núcleo foi o meu favorito. Mas preciso abrir uma ressalva e dizer que eu não esperava me apaixonar tanto pelo núcleo adolescente e eles me surpreenderam em vários aspectos. O maior motivo para esse encantamento é o fato de eles serem retratados exatamente como são: apenas adolescentes! E o crescimento deles na trama fechou o pacote com chave de ouro!


Falando ainda nos atores... não dá pra esquecer a Winona Ryder. Gente ela tá incrível no papel de mãe desesperada com aquele olhar lunático de quem precisa encontrar o filho a qualquer custo. A atriz foi bem envelhecida para o papel e se encaixou perfeitamente no contexto. Foi muito bom vê-la fora de sua zona de conforto, a última vez que a vi foi em Piratas do Caribe interpretando uma mulher forte e bem sensual, e vê-la tão diferente foi maravilhoso!

Eu poderia falar por dias a respeito dessa série porque ela rende muito assunto, mas não quero me estender e deixar o post cansativo. Pra finalizar tudo que eu tenho a dizer é: "Vocês precisam assistir essa série!". Ela é apaixonante e com certeza vai ganhar um cantinho no seu coração com suas mensagens de amizade, afeto familiar e empatia. Vale muito a pena!



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Resenha #07 - Private, Agência internacional de investigações

Título: Private, Agência internacional de investigações
Autor: James Patterson e Maxine Paetro
Editora: Arqueiro
Gênero: Suspense policial
Número de páginas: 224
Ano: 2012
Avaliação:
Sinopse: Jack Morgan é dono da Private, a melhor agência de investigações que existe, com escritórios em vários cantos do planeta. É a ele que os homens e as mulheres mais influentes do mundo recorrem quando precisam de total eficiência e máxima discrição. A agência é o único recurso quando a polícia não pode fazer mais nada.
Enquanto Jack e sua equipe investigam o assassinato de 13 garotas, surgem dois outros casos, bem mais pessoais. Fred, tio de Jack, procura-o pedindo ajuda com um escândalo financeiro que pode destruir a liga profissional de futebol americano. E a esposa do melhor amigo de Jack, Andy Cushman, é encontrada morta.
Com a Private, nenhum caso fica sem solução.
Os três mistérios parecem insolúveis, mas Jack conta com os melhores investigadores e com o que há de mais avançado em tecnologia – recursos que, muitas vezes, não estão à disposição da polícia. Além disso, a agência não responde a instituições oficiais, portanto, nem sempre precisa jogar de acordo com as regras.

A Private é uma agência internacional de investigações que acaba de ser reativada por Jack Morgan, um ex veterano de guerra, inteligente e muito charmoso. Apesar de ser perturbado por seu passado na guerra ele se mantém firme à frente da melhor e mais bem paga equipe de detetives e profissionais do ramo. Com os 15 milhões de reais que ele recebeu da herança do pai o jovem promissor equipou as instalações da Private com tudo que há de melhor em tecnologia e conta com equipamentos de ponta para caçar assassinos e auxiliar celebridades de Los Angeles e de todo o mundo com seus problemas que não podem ser levados à polícia e necessitam de máxima confidencialidade. 

A trama do livro acompanha três casos distintos: O assassino das colegiais, Uma fraude nos resultados dos jogos de futebol americano e o assassinato de Shelby Cushman. Esse último é bem pessoal para Jack pelo fato de a vítima ser uma amiga sua, e ele não poupará esforços para solucionar. O segundo é um caso trazido por seu tio Frank e se comprovado poderá se tornar um grande escândalo. Já o primeiro será liderado por Justine, uma detetive dedicada que não irá descansar enquanto não colocar atrás das grades esse Serial-Killer que anda assombrando as colegiais de Los Angeles e já fez 13 vítimas.
" Aquele agradecimento dava uma sensação muito boa. Qualquer que seja a substância química liberada pelo cérebro em decorrência desse momento, ela fazia meu corpo inteiro se sentir satisfeito. Dinheiro nenhum pagava a sensação inebriante de levar o lixo para fora e vê-lo ir embora, sabendo que não voltará." pág. 193 (Jack se refere ao solucionamento do caso).
A narrativa é constantemente revesada entre primeira e terceira pessoa e pode confundir um pouco o leitor no início do livro. Mas com o passar das páginas você se acostuma e passa a gostar desse estilo pela visão mais ampla que ele proporciona. 

Um ponto que eu não consegui decidir se é bom ou ruim nessa narrativa foi a participação do assassino. Por um lado foi interessante conhecê-lo e saber tudo que se passava na sua rotina e em seus pensamentos. Mas por outro, acabou com todo o suspense e tornou a trama um pouco mais "fria", digamos assim... 

A escrita do autor é daquele tipo que te prende na leitura, os capítulos mega curtinhos de no máximo 5 ou 6 páginas em média, faz a leitura fluir rapidamente e também proporciona intervalos bacanas para se esticar, tomar uma água ou fazer uma pequena pausa sem se perder na leitura. Os personagens são bem construídos e se expressam de forma bastante clara, é possível conhecê-los de forma ampla logo nas primeiras aparições, e se identificar com eles é ainda mais fácil.

Minha personagem favorita é Justine, ela pode ser considerada quase que uma protagonista por ser tão participativa, e o empenho dela em solucionar o caso do qual é responsável é impressionante. Ela é muito competente no que faz e consegue se destacar por isso. 

Esse livro é basicamente um suspense policial mas um pouco de romance também se faz presente, e algumas cenas mais quentes dão uma apimentada na trama, porém nada detalhado ok! Apesar de nenhuma relação entre os personagens ser mais aprofundada durante a trama, é possível ver prováveis casais e torcer por eles ;)

A resolução dos casos é trabalhosa para os personagens do livro, mas como ele é curtinho (com suas 207 páginas) para o leitor é como se fosse tudo muito simples devido a rapidez com que as coisas acontecem. O desfecho final me agradou tanto quanto o começo e o meio do livro. Não tem nada de espetacular ou muito complexo, porém é algo bem palpável e realista pra quem curte o gênero. Super recomendo pra quem está querendo começar a ler livros nesse estilo ;)

A edição que eu tenho em mãos possui orelhas e páginas amareladas. A tipologia é bem agradável aos olhos mesmo com baixa luminosidade e apesar de simples é bem bacana. Esse livro é o primeiro de uma série de quatro livros: Agência internacional de investigações, Missão jogos olímpicos, Suspeito Nº1 e Londres.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Tag Liebster Award - Discover new blogs

Oi gente! Semana passada eu fui surpreendida pela Tais do blog Livradora quando ela comentou em um post aqui do blog me informando que eu havia sido indicada lá no blog dela pra responder a Tag Liebster Award. É claro que eu fiquei muito feliz e fui correndo lá pra ver do que se tratava.


A TAG CONSISTE EM
  • Escrever 11 fatos sobre mim
  • Responder as perguntas de quem me indicou
  • Indicar 11 blogs
  • Fazer 11 perguntas para meus indicados
  • Linkar quem me indicou

11 FATOS SOBRE MIM
  1. Sou extremamente desorganizada e não me envergonho disso. 
  2. Não gosto de ser contrariada por pessoas arrogantes que querem me impor algo, mas se souber falar comigo eu consigo ser bem compreensiva.
  3. Estou em constante modificação, meus ideais de hoje poderão não ser os mesmos amanhã e pra estar comigo a pessoa precisa compreender isso.
  4. Curto muito história, amo estudar sobre guerras e grandes acontecimentos globais, mas se você me perguntar algo sobre, eu provavelmente não serei capaz de responder (no tópico abaixo eu explico o por quê...)
  5. Tenho problema de memória. Não é diagnosticado mas sou do tipo que esquece com frequência o que comeu no dia anterior. Ocorre às vezes de eu me levantar pra fazer algo e me ver de frente para algum móvel sem ter ideia do que estou fazendo ou procurando.
  6. Sou feminista e não represento o estereótipo criado por muitos.
  7. Sou casada, mãe e dona de casa.
  8. Sonho em cursar psicologia e ter meu próprio consultório.
  9. Pretendo fazer faculdade ano que vem \o/
  10. Já fui muito boa em conversar com as pessoas, do tipo popular mesmo, que todo mundo ama. Não sou mais. (e o motivo está aqui embaixo) 
  11. Me tornei uma pessoa muito sincera nos últimos anos e não pretendo mudar isso mesmo sabendo que afastei muita gente com esse comportamento, é um preço que eu não me importo em pagar.

11 PERGUNTAS FEITAS PELA TAIS Á MIM

1. Um personagem de série/filme que você gostaria de ser amigo.
Eu gostaria de ser amiga da Daenerys Targaryen.

2. Um lugar que você gostaria de estar nesse momento.
Na varanda de um hotel de luxo observando o mar à luz da lua nas praias do Caribe.

3. Se você pudesse mudar apenas uma coisa em todo o mundo o que seria?
A intolerância e falta de empatia das pessoas.

4. Um artista que você acha muito parecido com você ( fisicamente).
Já me disseram que eu sou parecida com a atriz que interpretou a esposa do Rei do Norte em Game of Thrones (Robb Stark) e eu concordo *-*. O nome da atriz é Oona Castilla Chaplin e ela interpretou Talisa, uma jovem enfermeira que auxiliou no front de batalha cuidando dos feridos.

5. Se você pudesse escolher entre dançar, cantar ou atuar qual escolheria?
Atuar, afinal, eu poderia fazer as três coisas ao mesmo tempo *-*

6. Um desenho que marcou sua infância.
Caverna do dragão, Castelo Rá tim bum e As meninas super poderosas (porque eu não consigo escolher apenas um kkk).

7. Para você o que significa amizade verdadeira?
Apoiar o outro em todos os momentos mas também puxar a orelha quando necessário.

8. Se você pudesse mudar apenas uma coisa do seu passado, o que você mudaria? Justifique.
Eu não teria largado meus estudos. Esse fato poderia gerar um efeito em cadeia  na minha vida e ajeitar muita coisa (ou não).

9. Qual festival/show você sonha em ir?
Tomorrowland sempre me chamou a atenção, parece ser incrível!

10. Um livro que você mudaria o final e porquê.
Jardim de inverno de Kristin Hannah. Acabaria com aquele mal entendido e faria todo mundo se reencontrar a tempo.

11. Uma música que te define. 
Radioactive - Imagine Dragons


11 BLOGS INDICADOS

  1. Onde você se imagina daqui a 20 anos? 
  2. Se você tivesse o poder de entrar em um livro, em qual estaria? 
  3. Qual é a sua série de TV favorita de todos os tempos? 
  4. Você tem a chance de passar 30 dias com um autor e se tornar um protagonista de seus livros, quem seria o autor e qual seria o gênero do livro?
  5. Um país que você queira muito conhecer.
  6. Qual filme você indicaria para seus pais?
  7.  Qual foi o momento mais marcante da sua infância?
  8.  Qual foi sua maior influência na blogosfera?
  9. Se você pudesse voltar ao passado, qual época escolheria?
  10. Churrasco, Sushi ou comida vegetariana?
  11. Qual seu maior defeito e sua maior qualidade?

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Crítica - Como eu era antes de você (Filme)


Título original: Me before you
Nacionalidade: Reino Unido
Data de lançamento: 16 de junho de 2016
Direção: Thea Sharrock
Gênero: Romance | Drama
Elenco: Emilia Clarke, Sam Claffin, Janet McTeer, Charles Dance, Jenna Coleman, Stephen Peacocke

Sinopse: Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.
Como eu era antes de você é uma adaptação do livro de mesmo nome escrito por Jojo Moyes e publicado aqui no Brasil em 2013 pela editora Intrínseca, onde nós conhecemos a história de Wil Trainor e Louisa Clark.

O livro/filme fala sobre a tentativa de Louisa em alegrar os dias de Will e convence-lo de que a vida pode ser bela mesmo em uma cadeira de rodas. O livro fala sobre amor, amizade, superação e escolhas. É um livro/filme super romântico e sensível que envolve o leitor do começo ao fim e faz com que ele se apegue aos personagens e consiga compreende-los. Eu chorei muito ao ler o livro e assistindo o filme não foi diferente...

A adaptação do livro para os cinemas chegou como uma notícia bombástica para os fãs e conseguiu contagiar até mesmo aqueles que não tinham lido o livro e não faziam a mínima ideia do que se tratava. Os trailers e as imagens promocionais fizeram tanto alarde que quando o filme foi lançado as salas de cinema ficaram lotadas, e todos queriam saber o que esse filme tinha de tão especial.

Essa expectativa foi recompensada com um filme lindo de se ver e com uma trilha sonora de fazer o coração parar. A fotografia do filme está simplesmente maravilhosa e os locais da locação são encantadores. Os atores cumpriram muito bem seu papel e convenceram o público da história mostrada.  Foi impossível não me emocionar ao longo de todo o filme.

Falando ainda das atuações eu preciso dizer o quão incrível o Sam estava, ele incorporou tão bem o Will que foi como voltar a história do livro e rever aquele personagem tão icônico. A Emilia não ficou muito atrás! Com seu figurino inusitado e suas caras e bocas ela foi encantadora do começo ao fim, houve apenas um momento que não me agradou muito lá no finzinho, uma única cena onde eu achei que ela poderia ter feito melhor. 

A cena em questão ocorre na praia durante uma conversa decisiva entre ela e Will, eu achei que faltou emoção. Talvez tenha até passado despercebido para um espectador comum, mas para quem leu o livro e sabe o quão importante aquele momento era não passou batido.

Mas no geral eu amei o filme! Achei tudo incrível e como leitora posso dizer que foi uma ótima adaptação. 


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Resenha #06 - A cidade do sol

A Cidade do SolTítulo: A cidade do sol
Autor: Khaled Hosseini
Editora: Nova Fronteira
Gênero: Drama | Romance
Número de páginas: 368
Ano: 2007
Avaliação:
Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.
No livro A cidade do sol o leitor é levado a meados de 1979, o cenário é um Afeganistão em Guerra civil entre o atual governo e os comunistas. E no meio de tudo isso uma história improvável de amizade entre duas afegãs castigadas pela vida.

O livro é dividido em quatro partes e na primeira nós conhecemos uma jovem Mariam com seus 9 anos de idade, ainda muito ingênua e suscetível a tudo que lhe falam sobre o mundo. Ela vive em uma Kolba (cabana) com sua mãe e recebe semanalmente a visita de seu pai que por sua vez tem outra família. Mariam é fruto de um harami (pecado) e por isso se vê afastada de tudo e de todos, além de ouvir todos os dias de sua mãe o quão inútil e sem importância é. Porém o amor dessa mãe é muito grande e tudo que ela quer é preparar a filha para a vida difícil que ela terá, só que é claro que a principio a jovem menina não percebe isso.

Ao completar 15 anos Mariam passa a conhecer de fato o pai que tem, um homem fraco que pouco se importa com a filha, e depois de muitas reviravoltas a pobre menina se vê em um casamento forçado com um homem que poderia facilmente ser seu avô e terá de enfrentar a dura vida em uma cidade desconhecida, com um homem desconhecido que tem um temperamento forte e uma mão pesada.

Na segunda parte a gente deixa um pouco de lado a história de Mariam e conhece Laila. Nascida e criada em um período comunista onde mulheres tinham mais liberdade, a jovem Laila tem acesso ao estudo e sonha em ser alguém na vida, ter uma profissão e se casar por amor, de preferência com seu melhor amigo de infância, Tariq. Mas a guerra bate à sua porta e tira tudo que um dia foi importante. O destino passa a ser cruel com a jovem e ela se vê na mesma situação que Mariam, e é aí que suas histórias se cruzam...

Na terceira parte do livro nós vemos a junção de duas histórias e é iniciada a convivência entre nossas protagonistas. Daqui pra frente elas terão de enfrentar juntas as consequências da guerra e um marido abusivo. Terão de enfrentar Deus e o mundo em uma trajetória emocionante e inspiradora...

O desfecho é triste como de se esperar, porém não deixa de ser surpreendente. E um final feliz acaba por se fazer, talvez não como o desejado, mas é de certa forma bem reconfortante depois de tanto sofrimento.

Como vocês puderam ver nessa resenha esse não é um livro qualquer. A cidade do sol me marcou por sua triste realidade e proximidade com o nosso dia-a-dia. Essa história carrega consigo um teor muito alto de realismo e isso é um tanto quanto chocante pra alguém aqui do ocidente como eu. Mas pude aprender muito com ele, e você também pode aprender. É uma leitura cinco estrelas que eu super recomendo! 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Tag - 10 Perguntas Literárias

Oi oi galera! Encontrei essa Tag no blog Viciadas em Livros e resolvi responder aqui no blog também. Ela foi criada pela Ana Vitorino do blog Como Respira e ela consiste em responder a 10 questões do mundo literário, como o próprio título sugere (meio óbvio né dona Ana kkk).

Vamos lá então \o/

1 - Qual a capa mais bonita da tua estante?
Essa pergunta é bem difícil de responder porque eu tenho MUITAS capas bonitas, e selecionar apenas uma seria uma baita injustiça com as demais, porém... Como a questão pede apenas uma eu escolho Prince of Thorns *-* Ela é maravilhosa e toda Dark, sem falar que é almofadada e em capa dura, simplesmente apaixonante!!!

2 - Se pudesse trazer um personagem para a realidade, qual seria?
Eu traria a Karou de Feita de fumaça e osso da autora Laini Taylor. Ela é uma garota que eu adoraria ter como minha amiga. Ela é simpática, honesta e sem papas na língua. E tem um espírito aventureiro pelo qual eu sou apaixonada :)

3 - Se pudesse entrevistar um autor, qual seria?
Agatha Christie com toda certeza. Uma das perguntas seria: "Como você faz pra conseguir escrever histórias tão incríveis e dinâmicas?" kkk

4 - Um livro que não lerás de novo. Por quê? 
Eu não sou muito de ficar relendo livros, afinal, eu ainda tenho tantos pra conhecer! Mas um livro no qual eu não pretendo tocar novamente tão cedo é O milagre de Nicholas Sparks. Pensa em um livro chato...

5 - Uma história confusa?
Morte Súbita contém uma história bem confusa, pelo menos no início, até você se adaptar aos personagens e compreender as camadas da trama, é bem confuso.

6 - Um casal?
Daphne e Simon de O duque e Eu da autora Julia Quinn. O livro é um romance de época que se passa em Londres. Eu sou apaixonada por esse casal tão improvável e fofo *-*

7 - Dois vilões? (Pode ser tanto dois que você goste, quanto um que você não goste)
Eu escolhi dois vilões que eu amo: Adair de Ladrão de Almas e Egran de A Escolhida. Os dois tem o mesmo espírito aristocrático e são charmosos que só vendo ;) Mesmo sabendo que não era correto eu me vi torcendo por um romance entre eles e as protagonistas de seus respectivos livros.

8 - Um personagem que você mataria ou tiraria do livro.
Um personagem que eu mataria se pudesse é Rashid de A cidade do sol. Meu Deus do céu, eu passei páginas e páginas querendo estrangular ele. Imaginei sua morte de tantas maneiras diferentes que eu poderia ser facilmente considerada uma pessoa muito perigosa para a sociedade.

9 - Se você pudesse viver em um livro, qual seria?
A seleção de Kiera Cass. Porque é um mundo moderno porém com a volta da monarquia pela qual eu sou apaixonada :)

10 - Qual seu maior livro e qual o menor?
Meu maior livro é Sob a redoma de Stephen King com quase 900 páginas (ou mais, não me recordo exatamente) e o menor é Cair pra voar do autor Flavio Galindo (o mais fininho da estante) *-*

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Resenha #05 - A fúria e a Aurora

Título: A fúria e a Aurora #01
Autora: Renée Ahdieh
Editora: Globo Alt
Gênero: Romance
Número de páginas: 336
Ano: 2016
Avaliação:  
Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado. 
Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga. 
Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.
A fúria e a aurora é um romance incrível inspirado no clássico "As mil e uma noites" que vai te fazer suspirar e torcer por um final feliz, e que por fim quebrará seu coração em mil pedacinhos com um final intrigante de deixar qualquer leitor maluco pela continuação, pois só pra lembrar, se trata de uma duologia. Mas o que me deixa mais tranquila é saber que o segundo volume "The Rose and the Dagger" já foi publicado lá fora e só está aguardando a boa vontade da editora Globo Alt para ser lançado aqui no Brasil. 

Pois bem, o que dizer de um romance que chegou de mansinho sem prometer nada e tomou completamente o meu coração? Sherazade é uma personagem tão maravilhosa e cheia de vida que é impossível não se apaixonar por ela ao decorrer da leitura. E o que dizer de Khalid? No começo eu fiz de tudo pra odia-lo, pela premissa do livro o politicamente correto seria detesta-lo com todas as minhas forças, mas ao prestar mais atenção nele eu percebi que nem tudo era o que parecia e consegui compreende-lo.

Pela sinopse vocês já conseguem imaginar o que encontrarão nesse livro não é mesmo? Um jovem rei visto por todos como um monstro insensível e uma garota disposta a tudo por vingança. Uma paixão ameaçadora que nasce aos poucos e se torna um amor gigante capaz de comprometer o destino do jovem casal.

Mas esse livro é muito mais do que um mero clichê. Ele rompe barreiras do inesperado e te conquista a cada nova página lida. A personalidade de cada personagem é única e explorada de forma a mostrar para o leitor cada uma de suas nuances. Até mesmo aqueles que ficam na margem como personagens secundários são bem explorados e despertam a curiosidade do leitor. O desenrolar da trama é tenso e imprevisível e você se pega não querendo largar o livro nunca até terminar a leitura e saber aonde determinada situação chegará.   

O cenário da nossa história é o deserto de Khorasan. E a história tem início com a chegada de Sherazade ao palácio. Tudo transcorre conforme o planejado e a jovem se casa com o rei. Após consumarem o matrimônio de forma mecânica e sem nenhum sentimento a jovem decide colocar seu plano em prática e se oferece para contar uma história para o Califa. É assim que ela o envolverá noite após noite até cair nas graças do rei e não mais precisar dessa estratégia de guerra.

Essa parte da trama, a parte em que Sherazade conta suas histórias, é muito interessante. Ela é uma excelente contadora de histórias e eu ficava torcendo pra que essas partes chegassem logo. Esse detalhe da trama só não é mais interessante do que os próprios diálogos entre os protagonistas pois a escrita da Renée é bem singela e muito persuasiva, você se envolve com os personagens e deseja ser amigo deles. 

Foi uma leitura muito agradável e leve. As horas transcorreram durante a leitura sem que eu percebesse. É um livro cinco estrelas super recomendado por mim *-*