domingo, 15 de janeiro de 2017

Crítica - American Horror Story - Coven

Título: American Horror Story #3 - Coven
Criadores: Ryan Murphy, Brad Faulchuck
Gênero: Horror
Ano de lançamento: 2013
Elenco: Evan Peters, Jessica Lange, Sarah Paulson
Avaliação:
Os únicos remanescentes dos julgamentos das bruxas de Salem, no século XV, correm risco de extinção três séculos depois. Uma escola especial de New Orleans ensina às vítimas de ataques misteriosos formas de defesa. A jovem Zoe (Taissa Farmiga) acaba de chegar e guarda um segredo enquanto a líder Fiona (Jessica Lange) volta à cidade para proteger o clã das bruxas.
A crítica de hoje é da terceira temporada de American Horror Story, e se você ainda não viu a crítica que eu fiz da primeira e da segunda temporada então é só clicar aqui e aqui para ser redirecionado a elas e poder conferir o que eu achei de ambas.

Antes de iniciar de fato esse post eu gostaria de relembra-los (ou informa-los caso ainda não saibam) de que AHS não segue uma ordem cronológica ao longo das temporadas, a história de cada uma delas é independente. Ou seja, não é necessário que você assista na ordem correta pois as histórias não tem nenhuma ligação fora o fato de que os atores principais permanecem, só que interpretando outros papéis.

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Olha esse bonde

A terceira temporada se passa em Nova Orleans intercalando presente e passado e tem como trama principal um clã de bruxas descendentes de Salém. Nossas protagonistas são: Fiona, Cordelia, Zoe, Madison, Queenie e Nan.

Fiona foi a bruxa Suprema (líder) da geração anterior e agora se encontra em decadência (literalmente) pelo surgimento de uma nova Suprema. Desde Salém essa é a ordem natural das coisas, o clã precisa de uma líder e é trabalho da atual Suprema descobrir quem será sua sucessora, porém Fiona não está tão animada com essa tarefa e não consegue aceitar o fato de que está perdendo seus poderes gradativamente. Para se manter jovem e no poder ela não medirá esforços e se preciso for cabeças vão rolar.

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Eu quando vejo alguém comentando que Coven é a melhor temporada de todas. 

Hoje eu vou direto ao ponto e já vou dizer pra vocês que essa foi de longe a temporada mais fraca de todas na minha humilde opinião. Talvez seja porque eu comecei a vê-la com a expectativa nas alturas, muita gente estava dizendo que ela era a melhor temporada de todas e eu acabei me deixando levar por essas críticas positivas. A verdade é que eu amo de paixão histórias de bruxas (amo demais mesmo) e tudo que gira em torno do tema me fascina, e justamente por isso eu acabei esperando demais dessa temporada...

A questão é que a ideia foi excelente, os personagens foram incríveis e os diálogos foram super interessantes. A série tratou de um ponto super atual que é o empoderamento feminino e negro e eu amei demais esse fato em específico. Mas por outro lado ela foi totalmente previsível e juvenil. Eu esperava algo diferente no fim, uma reviravolta ou sei lá, porque gente é AHS!!! As duas primeiras temporadas foram fodásticas. E eu acabei me acostumando com esse nível.

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A Madison apanhando da Misty Day sou eu quando reclamo dessa temporada

Um ponto positivo foi a protagonista. A Jessica Lange fez a vilã perfeita, e eu não tenho do que reclamar, desde a construção da personagem até a atuação tudo se encaixou perfeitamente. A Cordelia (Sarah Paulson) foi meu xodózinho e eu torci tanto, mas tanto por ela, que olha... ô bichinha sofredora essa aí.

Outra que eu amei de paixão foi a Marie Laveau, mais conhecida como a Rainha do Voodoo, ela é uma bruxa super poderosa de outro clã e é meio que arqui-inimiga da Fiona. Além de ser uma bruxa centenária ela é imortal. Gente essa mulher divou demais!!!

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Marie Laveau fodona, sorry bitch, melhor personagem <3 td="">

As poucas cenas de tortura e horror que rolaram foram excelentes e fizeram jus a fama da série, mas não chegam nem aos pés das da temporada anterior. Mas mesmo assim a trama tem consistência e é ótima em fazer o estômago dos telespectadores embrulhar com cenas fortes e chocantes e esse é outro ponto positivo. 

domingo, 8 de janeiro de 2017

Crítica - American Horror Story - Asylum

Título: American Horror Story #2 - Asylum
Criadores: Ryan Murphy, Brad Faulchuck
Gênero: Horror
Ano de lançamento: 2012
Elenco: Evan Peters, Jessica Lange, Sarah Paulson
Avaliação:
Nos anos 60, Irmã Jude (Jessica Lange), Irmã Mary Eunice (Lily Rabe) e Don Thimothy Howard (Joseph Fiennes) comandam a Instituição Mental Briarcliff, responsável por tratar criminosos insanos. Dentre esses pacientes estão a jornalista Lana Winters (Sarah Paulson) e os acusados de assassinato Kit Walker (Evan Peters) e Grace (Lizzie Brochere). Os clientes do manicômio são atormentados por criaturas bizarras e em complexo estado mental.
Se você é fã de horror e ainda não assistiu essa série eu só tenho uma coisa a te dizer: Vai assistir! Agora! Pra ontem!

Na primeira temporada de AHS nós acompanhamos a família de Vivian em seu novo e assombrado lar. Nessa segunda o pano de fundo é um manicômio bizarro coordenado por uma madre não tão boazinha e um cientista maluco que adora utilizar os inquilinos como cobaia.
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Tudo começa com um assassino em série chamado Bloody Face (cara sangrenta em uma tradução livre) que sai por aí matando mulheres de forma brutal arrancando a pele delas enquanto ainda estão vivas e em seguida cortando suas cabeças. O mais bizarro é que ele usa uma máscara feita de pele humana.

Kit Walker é internado no manicômio para ser analisado por um psiquiatra como principal suspeito dos crimes e a jornalista Lana Winters entra em cena quando decide que esse é o seu momento e essa será sua reportagem de acensão. Ela precisa entrar naquele manicômio para entrevista-lo e fazer uma matéria para o jornal, mostrando assim que é perfeitamente capaz de ser uma grande jornalista, isso na década de 50 aproximadamente, quando mulheres não eram muito bem vistas em profissões como essa.
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Durante essa temporada nós acompanharemos esse caso bizarro de assassinatos em série enquanto conhecemos personagens incríveis cheios de força de vontade e muitas lições pra ensinar. E como tudo em AHS não é preto no branco, você vai torcer por eles, se encantar e odiar cada um dos personagens a cada novo episódio.

Fato é que essa temporada está ainda mais aterrorizante e sangrenta do que a primeira, que trazia algo mais psicológico. Nessa o horror é do tipo pesadão mesmo, com mutilação humana, experiências científicas bizarras e até mesmo uma pitada demoníaca. Não é para corações moles e pessoas frágeis. Mas é aquela coisa (e eu vou repetir o que  disse a respeito da primeira temporada) após alguns episódios você se acostuma com aquilo e passa a achar até interessante. É bem provável que você comece a gostar e se isso acontecer é melhor procurar um psiquiatra (risos).
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Uma coisa bem legal nessa série é o reaproveitamento de atores e eu falei mais sobre isso na crítica da primeira temporada. Foi bem legal ver alguns rostos conhecidos em outros papéis, pude perceber o incrível potencial de cada um deles. 

Eu amei demais a interpretação da Sarah Paulson como Lana Winters, sua personagem é tão forte e incrível que consegue nos inspirar a todo momento, isso sem falar no fato de que ela é lésbica e representou muito bem essa categoria. Ela foi minha personagem favorita desde o começo e só me impressionou mais a cada episódio. A cena final dela me fez dar pulos de alegria, porque ôh sofrência dessa moça hein.
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Os outros personagens também foram maravilhosos e não acredito estar me equivocando quando digo que essa foi a melhor temporada de todas (assisti até a quinta). Com personagens fascinantes e cheios de mistério, com uma ambientação maravilhosa e repleta de nuances. A trilha sonora está maravilhosa com duas músicas marcantes e completamente viciantes que se destacam: The name Game e Dominique. Enfim, foi uma temporada incrível!